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Eu estou aqui!  Ou escrevam: http://lasverdaderascholitas.blogspot.com 



- Enviado por: Mama Pacha às 15h50
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Estou aqui!!

- Enviado por: Mama Pacha às 21h56
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Comunicado

Vou me mudar de novo. Desta vez, por uma boa causa. Barbarelita fez um layout para mim com imagens daqui e o blog agora está do Peru! Se não fosse por um erro meu, já até estaria no ar, mas... Enfim, acho que amanhã já tenho bloguinho novo! E Bá, se você estiver lendo isso, entre em contato comigo! Urgente! Fiz uma besteira!

Aguardem! Boa noite!



- Enviado por: Mama Pacha às 20h07
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Que te calles

Ontem eu vi um filme excelente. Não sei se está passando aí no Brasil, mas se estiver, é diversão garantida ou seu dinheiro de volta. Em espanhol, o título é Que te calles. O filme é francês (Tais toi é o título) e tem como protagonistas o narigudo mais lindo do mundo, Gérard Depardieu, e o feio-bonito Jean Reno. Aliás, Gérard Depardieu se supera. Eu ri muito. Aliás, o cinema inteiro era só gargalhadas. Eu fui meio contrariada, porque pensei naquele típico filme francês mais lento que trânsito em dia de chuva, mas não. É ágil, divertido e os dois atores dão um banho! São dois assaltantes, bem diferentes entre si, que aprontam em Paris. Só pelo sorrisinho do Depardieu, vale o filme.



- Enviado por: Mama Pacha às 14h27
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Como eu odeio gente desmiolada

Tudo bem. Desmiolada é uma palavra horrível, mas é sonora e combina muito bem com o que eu acho de certas pessoas. Imaginem a cena.

De um lado, uma gatinha no trânsito. Cabelo liso, longo, leve, solto e brilhoso. Do tipo de comercial. Ah! Não posso me esquecer do principal... A mocinha dirigindo um AUDI, aquele carro alemão bem baratinho, sabe?

Do outro lado, uma gatinha também (e por que não?). Cabelo preso num coque porque era de manhã e pentear não dá certo. Só depois de lavar. Do tipo mulher normal. A quase-balzaca, num carrinho ano 92, que não é uma brastemp, mas que a leva para tudo quanto é canto desta terra e que foi comprado com o dinheiro do trabalho dela aqui. Na janela do carro, um garfield vestido de inca.

A quase-balzaca (QB) está num cruzamento, prestes a entrar numa avenida. A mocinha também, só que atrás da QB (vamos abreviar, tá?). Quando o sinal abre, a QB segue, e a mocinha fica desesperada porque está com pressa. QB vê pelo retrovisor que tem gente querendo passar e coloca o pisca-pisca para a direita, para ir pela pista da direita e deixar a mocinha passar. QB é educada no trânsito, sabe? Mocinha também vai para a pista da direita, para ultrapassar pela pista da direita. Um ponto a menos para a mocinha e dez mais para a QB. Não pode ultrapassar pela direita, mocinha! Mocinha, buzinando como louca e gritando como um papagaio, vai de novo para a pista da esquerda, e como está num AUDI, voa, voa tanto que consegue pegar o sinal vermelho. QB não se contém e ri (para que correu tanto se o sinal estava vermelho?), e por estas coisas do destino, pára o carrinho 92 ao lado do AUDI. Mocinha começa a gritar em direção ao carro da QB, chamando a atenção. QB se nega a olhar. Imagina! Abre o sinal, e a mocinha inicia uma corrida (um pega, parecia) com a QB, fazendo barulho com o carro, abrindo a janela do AUDI e colocando as penas, ops!, os bracinhos para fora. E começou a cortar todos os carros, fazendo um zig-zag entre eles, exibindo seu AUDI. Claro que QB ficou pra trás. Primeiro porque QB não entrou no pega. Segundo porque QB gosta da vida. Terceiro porque QB a-ma o carrinho dela. Quarto porque não foi papai nem mamãe rica que deu carrinho para QB. Foi com o suor do trabalho da QB.

É incrível como tem gente estúpida neste mundo. Não sei porque raios a menina cismou comigo. Jamais tinha me acontecido algo deste tipo. Passou grande parte do trajeto buzinando, implicando comigo e com meu carro, para mostrar que o dela, novinho e caríssimo, corria mais que o meu. Claro que corre. Jamais disse que não. Mas para que isso? Mocinha, vá ver a vida. Como eu odeio gente desmiolada.



- Enviado por: Mama Pacha às 19h04
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Fotos do Peru

Como ganhei um scanner, agora vou passar a colocar fotos de alguns lugares por onde passei aqui no Peru. Hoje eu vou colocar a foto da Lagoa de Llanganuco, no Callejón de Huaylas, no departamento de Ancash. A água tem uma cor que eu jamais havia visto e é extremamente fria. Impossível dar um mergulho básico, até porque se vocês notarem bem, há neve ali pertinho. A lagoa fica dentro de uma reserva natural belíssima.



- Enviado por: Mama Pacha às 13h48
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É a vida... É bonita e é bonita!

Primeiro, quero agradecer a todas as mensagens de carinho que vocês me deixaram. Muito obrigada!

Ontem, dia 11 de setembro, aconteceu uma festa hindu chamada Shivaratri, no lugar onde eu dou aula. O pessoal de lá segue o shivaísmo, uma religião (ou um modo de vida, eu creio mais nisso) que acredita no deus Shiva, uma divindade hindu, criadora da yoga e de vários conceitos. Tem muita coisa a ver com o budismo e tem umas coisas bem interessantes para melhorar a vida da gente. Quando o assunto é religião, eu não sou radical. Respeito muito cada uma delas e tenho certeza que todas têm um objetivo em comum: amar o próximo. Esta frase é a base de tudo. Se partíssemos todos daí, o mundo não seria melhor?

Enfim, como me diverti! Teve leitura de poemas, de textos da Madre Tereza de Calcutá, de textos do Borges, meditação e uma palestra de um mestre de yoga que também é médico. Ele falou sobre alimentação, espiritualidade, tipos de sangue e até leu a mão de muita gente, inclusive a minha! Eu não acredito muito nestas coisas de ler cartas, mãos, mas não custa nada ouvir e aproveitar para tirar algum proveito de tudo isso. Em algumas coisas realmente ele acertou. Disse que eu era uma pessoa que toma decisões sem pensar e muitas vezes se arrepende. Ponto para ele. "Você tem que tomar cuidado. Assim como este caráter impulsivo pode te levar para coisas boas, pode ter fazer muito mal". Tem razão. Prometo melhorar neste sentido. Será que prometo mesmo?

Eu deveria ter levado esta música para ser lida na festa. Foram lidos vários textos e poemas sobre a vida e a importância de vivê-la bem. A gente sabe disso, eu sei, mas às vezes esquece, então é bom lembrar. Titãs... Epitáfio...

Devia ter amado mais,
ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
e até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado
as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria
e a dor que traz no coração
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar
Devia ter complicado menos,
trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceitado
a vida como ela é
A cada um cabe alegrias
e a tristeza que vier
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar
Devia ter complicado menos,
trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr



- Enviado por: Mama Pacha às 23h26
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Meu aniversário

Hoje completo 28 anos...E não tá doendo nada... Por enquanto...

- Enviado por: Mama Pacha às 09h44
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Para que serve a embaixada?

Quando a gente mais necessita dela, ela coloca todas as travas possíveis, obstáculos e ainda dá vida boa, para não dizer excelente, aos seus funcionários. Todas as vezes que eu preciso dela, é a mesma meleca. Sei que não é só a brasileira não, parece que muitas embaixadas são assim. Mas, como eu não tenho outra nacionalidade, só a brasileira, e paguei meus impostos para o Brasil, é dela que eu me queixo. É sempre a mesma coisa. Eu ligo para tirar uma dúvida, eles não sabem e ainda me deixam com mais dúvida. Ou seja, eu acabo a ligação tendo mais dúvida do que quando eu peguei o telefone. Pode isso?

Antes de casar tinha uma dúvida com meu sobrenome porque estava dando confusão no cartório. Aqui o sobrenome do pai vem primeiro e não há santo que convença a esta gente que no Brasil o sobrenome da mãe vem primeiro. Ou seja, queriam colocar uma ordem de nomes que não é a minha na certidão de casamento. Lá fui eu ligar para a embaixada para saber se no os peruanos poderiam fazer isso com minha certidão de casamento, já que no Brasil não é assim e eles diziam que como eu estava casando no Peru, eu tinha que me guiar pelas leis locais.

Resposta: Você tem que vir aqui de 10h às 12h para perguntar isso.

Eu: Mas vocês não poderiam me responder por telefone se o meu sobrenome pode ser trocado, já que as leis daqui são assim?

Resposta da miss simpatia: Não, por telefone não.

Eu: Mas eu trabalho (na época estava fazendo aquele treinamento na empresa), e a esta hora não posso. Não poderia ir na hora do almoço, à uma da tarde? Ou às quatro da tarde? Ou antes das 10h?

Ou seja, claro, entendi. Realmente é uma pergunta sigilosa, meu telefone pode estar grampeado e eles não podem dar esta resposta assim, o Brasil poderia ser invadido pelas tropas da OTAN se me dessem esta resposta. E quatro da tarde? Imaginem! Ninguém te atende a esta hora nas embaixadas. Enfim, nunca pude ir à embaixada porque meu marido trabalha a esta hora e eu também trabalhava, e digamos que a opção de horários que eles davam não era das melhores.

A mesma coisa aconteceu quando eu perguntei sobre imposto de renda, logo que cheguei aqui. Contei meu caso, eu tinha trabalhado no Brasil, mas saí de lá, perguntei se eu devia me declarar como isenta já que morava aqui ou se declarava o que tinha trabalhado, enfim, todas as dúvidas que eu tinha.

Resposta: Melhor você escrever um mail para a Receita Federal porque eu não saberia te responder!

Vou te contar, sabe? A embaixada serve para ajudar os brasileiros no exterior, mas nem sempre é isso o que acontece. Muitas vezes ela só complica a vida da gente.

Esses não foram os únicos casos não. Já liguei para lá para pedir informação necessária para um trabalho free-lancer que eu estava fazendo e, claro, a resposta:

_Não sei. A gente não "tá" cuidando disso. É o governo peruano que "tá".

Mesmo que o governo peruano estivesse cuidando disso, como a mocinha disse, a secretaria de imprensa da embaixada tem obrigação de saber já que envolvia o Brasil na jogada, ou será que eu estou errada? Acho que não.

Enfim, para que serve a embaixada? Para ocupar um terreno enorme e caríssimo no meio de Miraflores, com um jardim lindo, que nós, brasileiros, pagamos. Pagamos para quê? Para ajudar os brasileiros que estão fora. E adianta? Pelo menos, quando eu precisei, não adiantou. Ah... E como ficou afinal meu sobrenome? Como eu achei melhor, como é no Brasil. Por que? Porque eu procurei ajuda e a embaixada não ajudou.

Para não falar só mal do lugar, também vou elogiar. Há uma senhora extremamente simpática lá. Ela sim, como muitas brasileiras já me contaram, ajuda com vontade. O único problema é que ela sozinha não atende a toda embaixada, porque se fosse, garanto que estaríamos muito bem servidos.



- Enviado por: Mama Pacha às 10h07
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Pé no pompis

Este ano para mim foi um ano de muitas descobertas, principalmente em relação a mim. Já estamos em setembro e a sensação é estranha...Ao mesmo tempo que eu acho que fiz bastante coisa, acho que não fiz nada. Como me entender? Nem eu consigo! Entrei num curso que até hoje me pergunto o que eu fui fazer naquela bodega. Fiquei dois meses treinando para trabalhar numa coisa que não era minha praia. Isso sem contar que eu não nasci para ficar dando sorrisinho de um lado para outro, até mesmo quando pisam na bola. Depois disso, não fiz muita coisa que eu havia planejado para mim na noite de ano novo. Tenho vivido muito tranquilamente este ano. Estou aprendendo a viver comigo, a não querer me entender sempre, porque não dá. Estou vivendo um dia de cada vez.

Como ando nostálgica até o último fio de cabelo, nada mais normal do que lembrar de uma história minha, a qual eu me envergonho muito. Eu tinha 16 anos e namorava um menino do meu colégio, da mesma idade. Eu achava ele tão legal, divertido, tocava violão, tocava baixo numa banda, era culto, beijava como eu gosto, me escrevia cartas lindas, enfim, tudo de bom. Mas eu não gostava do cabelo dele, que parecia uma árvore. Ele deixou crescer e o cabelo era meio estranho, não prestava para isso. E lembro que quando comecei a namorá-lo, um monte de gente do colégio começou com aquela fofocada de gente desocupada, dizendo que ele era horrível, que como eu tinha coragem de namorá-lo, e meia dúzia de idiotices nas que eu caí. Passei a ter vergonha dele. Como morávamos perto um do outro, sempre voltávamos juntos para casa e eu nunca lhe dava a mão para sair do colégio. Só lhe dava a mão quando chegávamos em outro bairro. Eu lembrei desta história há pouco tempo e me senti tão horrível, tão pequena... Lembrei de todos os momentos ruins que eu o fiz passar com este meu "quero, mas não quero estar contigo". Que horrível. No fim das contas, depois de quatro anos, quem me deu um pé no traseiro foi ele, de uma maneira horrorosa. A partir do dia do pé no pompis (como chamam o bumbum por aqui, lindo, né?), minha vida mudou, eu mudei, até o meu pompis mudou



- Enviado por: Mama Pacha às 21h01
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Vandalismo

Cienciano ganhou, o povo aqui adorou, saiu às ruas, bebeu até não poder mais e claro, como tem gente que bebe a consciência, alguma m* tem que fazer para encher o saco. O carro do marido sofreu. Resultado: vidro da janela do carro quebrado. Ele estava voltando do trabalho, depois do jogo, o pessoal trêbado passou e quebrou o vidro de trás. A colega que estava atrás, ficou cheia de vidro pelo corpo, a sorte é que não aconteceu nada com ninguém, o prejuízo foi o vidro quebrado. Que ódio. Eu sei que a gente não deve desejar mal às pessoas, mas juro que se pego um cara desses tiro o fígado. Quero ver beber sem fígado. Quero ver. Não sabe beber, não bebe.



- Enviado por: Mama Pacha às 13h51
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E hoje tem jogo de futebol do Cienciano, um clube peruano (de Cusco), contra o Boca Juniors, da Argentina. Vou torcer para o Cienciano, claro.



- Enviado por: Mama Pacha às 14h42
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A vingança da barata

Noite de verão, Lima, 2001. Não tão quente porque aqui não faz tanto calor assim. É até difícil ver barata por aqui, circulando numa boa. Tem mais é em jardins públicos, mas dentro de casa, é muito difícil mesmo ver uma. No apartamento que eu moro agora, por exemplo, nunca vi barata. Nem das pequenas. Mas no antigo sim. A janela da cozinha era enorme e estava totalmente aberta, escancarada, bem exibida. Eu estava na sala, sozinha em casa, e resolvi ir até a cozinha para pesquisar coisas gostosas para comer.

Quando eu chego na porta, lá está ela. Grande, moreninha, com as antenas ligadíssimas e caminhando em cima da pia da minha cozinha que brilhava de tão limpa. Que nojo!

_Você acha que pode comigo, mas não pode. Você sobrevive à bomba atômica, mas não ao meu Baygon verde.

Num ataque de coragem eu abro o armário, pego o Baygon e tsssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss em cima dela. Ela voa. Sim!! Ela voava e eu não sabia! Ela voou para atrás do fogão. Eu pego o Baygon e lanço novamente o jato de veneno. De repente, a luz se apaga. Faltou luz! Eu pensei:

_Sou azarada mesmo, a primeira barata que eu enfrento sozinha, o que definitivamente significa que sou adulta e independente, e ainda falta luz. O que será que eu fiz? A família da barata que eu estou tentando matar está se vingando de mim?

Abre parênteses. Minha mãe tem pânico de lagartixa, chega a chorar. Barata, rato e aranha, ela encara numa boa, mas lagartixa... nem pensar! Quando matava alguma tinha que ter certeza que não havia outra no lugar, porque ela me dizia que tinha medo de que a família da lagartixa se vingasse dela. E ela dizia seriamente, aliás ainda diz isso. Muitas vezes me pedia para matar a lagartixa. Eu nunca acreditei nisso, claro, mas no dia da barata, comecei a pensar que minha mãe de repente poderia ter razão. Os insetos poderiam se vingar da gente. Fecha parênteses.

Pego o celular, a chave de casa e vou correndo para a rua. Se a vingança das baratas tinha começado assim, imagina como iria terminar. Ligo para o marido, que estava trabalhando, e conto a história e lhe digo que estou com medo de entrar em casa e blá blá blá. Ele me pede para esperar um pouco. Enquanto isso, eu ligo para minha mãe PELO CELULAR e conto para ela o que está acontecendo. E ela ainda apóia minha teoria sobre vingança. Vinte minutos depois chega o irmão do marido. Vem com toda a trupe que eu ainda não conhecia. Eu consegui mobilizar uma família por causa da minha barata. E sobe comigo até o meu apartamento, acende umas velas e tenta ver o que aconteceu porque a rua toda estava com luz, menos o meu apartamento.

_Vocês pagaram a conta?

_Nem teve conta ainda. A gente se mudou para cá tem 3 dias.

E lá vai ele mexer no disjuntores. Aparentemente, tudo bem. Até que, três horas depois, decidimos chamar a Edelnor, a cia de luz. Eles foram super bacanas, viram o problema e era um curto-circuito, porque bloqueou toda a corrente lá embaixo.

Eu pensei: "Que estranho... Não sobrecarreguei nada... Por que será que houve o curto-circuito?". Ninguém sabia responder. Cada vez mais eu acreditava na hipótese de vingança da família da barata. Como voltou a luz, resolvemos ir até a cozinha para pegar o cadáver. Chegamos na cozinha e o corpo jazia em cima da minha pia branquinha. Arrastamos o fogão para limpar todo o Baygon que eu tinha posto e eis que vejo o que originou o curto-circuito. Como aqui é comum ter fogão elétrico, havia atrás dos armários, um monte de fio para instalar um fogão elétrico. Como eu fiquei desesperada com a barata, coloquei tanto Baygon que molhei os fios, ocasionando um curto...

Ainda bem que eu não disse para ninguém que pensava em "vingança baratal". Bem, só para minha mãe, claro, porque ela foi a culpada pelo meu trauma!



- Enviado por: Mama Pacha às 14h27
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Pura nostalgia

Hoje passei o dia tão nostálgica. Aliás, isso tem acontecido demais comigo. Quando fico em silêncio, é porque estou pensando em mim, nas minhas histórias, na minha vida. Como já falei uma vez por aqui, eu sinto saudades de mim e até me abraço quando isso acontece. Enfim, acho que é por causa da proximidade do meu aniversário. Penso nos anos que passaram e no que eu vivi, nas escolhas que eu fiz e há saudade em quase tudo. Saudades das lágrimas, dos risos, das pessoas, do cheiro, da sensação, do coração. O bom nisso tudo é que a época em que eu vivo hoje também vai ficar um dia na saudade. É incrível como a gente não percebe, mas todos os dias há mudanças no nosso rosto. Como nos olhamos pelo espelho todos os dias, a gente nem percebe. Mas é só colocar duas fotos, uma ao lado da outra, com intervalo de um ano entre cada uma, para ver as diferenças. É notável como cada ano que passa, as experiências ficam marcadas na cara, no olhar e na maneira de sorrir.

Ui! Me deu um soninho... Visitarei os blogs amigos amanhã!



- Enviado por: Mama Pacha às 22h08
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Meu ralo

Hoje fiz meu showzinho aqui no edifício. Se não gostaram, não estou nem aí. Se vão me chamar de brasileira maluca, não me importa. Se tem uma coisa que me deixa nervosa, subindo pelas paredes, é que se metam dentro da minha casa. Explico. Não é comum ter ralo aqui nas casas. Na cozinha, nem pensar. Nunca fui a uma casa com ralo na cozinha. Em algumas casas, na maioria das vezes em banheiros, a gente encontra um pseudo-ralo, ou seja, é um buraco que tem uma tampa de metal, e que para tirá-la tem que desatarraxar e ser praticamente um He-Man. Ou seja, eu não consigo. O buraco serve no caso de uma inundação, para ter um lugar para a água ir embora. Quando a gente veio morar aqui no apartamento, eu pedi para que colocassem um ralo na minha varanda. Imaginem. Eu moro no primeiro andar,a varanda fica ao ar livre e não tinha ralo. Aqui não chove muito, mas mesmo assim. Não chove, mas um dia pode ser que São Pedro queira que chova. E aí?? Como é que fica? Eu vou falar para ele que não pode porque eu não tenho ralo? Enfim, depois de eu pedir muito, colocaram o meu ralinho. E claro, agora que eu tenho, eu aproveito para lavar a varanda porque fica com muito pó.

Hoje eu resolvi fazer a poda das minhas plantas porque a primavera está chegando e com ela, o sol por estas terras. Cortei, troquei a terra e coloquei remédio contra a mosca branca que ataca minhas flores. A varanda ficou um caos, então, a menina que trabalha aqui em casa me perguntou se queria que ela lavasse o chão. Eu falei que sim, já que era terra pura.

Vim para o computador e de repente escuto um blá blá blá lá fora. Eu pensei que ela estivesse falando com o vizinho, então nem fui ver o que era. Mas ela me chamou e eu acabei indo.

_Senhora, o porteiro disse que eu tenho que passar um pano na varanda, eu não posso lavar.

_Quê?? Ele te disse o quê? - já ficando vermelha.

_Ele disse que eu estou molhando o depósito lá embaixo. Ele disse para eu parar de jogar água, para eu passar um trapo se eu quiser limpar.

_ Quê?? Dentro da minha casa, eu limpo como eu quiser. E por que ele falou gritando lá de fora em vez de interfonar??

(Aqui é muito comum, os apartamentos terem depósitos na garagem, ou seja, é um quartinho, onde só se guarda treco, coisas velhas, bicicletas. Cada um tem o seu.)

E sabe o que me deixou furiosa? O porteiro falar lá de fora, fazendo um escândalo com a menina, em vez de tocar o interfone e contar o problema para mim. Se eu soubesse que havia este problema, primeiro: teria chamado o síndico, segundo: se não estivesse consertado o problema ainda, não jogaria água porque eu não sou maluca. E sabe porteiro puxa-saco? Então, adora puxar um saco de algumas pessoas daqui do prédio.

Quando a empregada me contou o problema, eu que estava de havaianas, joguei as havaianas para o alto, coloquei as botas e saí enfurecida para falar com ele. E não é que ele estava na porta da minha cozinha, quase tocando a campainha? Provavelmente, escutou algumas coisas que eu disse na varanda. Aí, ele mudou o tom. E eu lhe disse que se tivesse algum problema, que ele falasse primeiro comigo, depois com o síndico, e que não ficasse gritando lá de fora. E que se ele sabia antes do problema, deveria ter avisado antes a mim e ao síndico, e não gritado daquela maneira com a menina. E que se ele sabia mesmo que isso acontecia, como ele estava me contando, deveria ter dito isso há muito tempo para consertar. Tudo com o sangue quente, fervendo e claro, não sou da Bahia, mas rodei a baiana. Pensando agora depois que passou, foi até cômico. À medida que eu ia falando, o porteiro ia retrocedendo os passos. Sabe desenho animado? Quando o monstro abre a boca para dar um rugido e todo mundo vai andando pra trás até sair voando.

Não é a primeira vez que este homem me dá nos nervos. Outro dia, eu estava andando à vontade na minha casa quando vejo um senhor com a cara no vidro da minha varanda, sem eu saber quem era, olhando toda a minha casa. Eu, que estava sozinha em casa, quase morro de susto e quando vi, o cara estava numa escada, raspando a parede. Era o pintor. Que pintor? Se ninguém me avisou que ia haver um pintor olhando para minha casa? Desci com uma raiva e quem estava ali? O tal porteiro. Ele tinha mandado o cara pintar a minha parte sem me avisar. Ou seja, escolhemos um apartamento sem vista para outro apartamento justamente porque não queríamos "olhos" dentro de casa e quando eu vou para a sala, quem eu encontro? Uma cara no meu vidro, olhando toda a minha casa. Desci furiosa e falei que qualquer pessoa que fosse trabalhar de cara para minha casa, eu deveria ser avisada e não encontrar de repente uma pessoa quase dentro da minha sala.



- Enviado por: Mama Pacha às 10h53
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